Textos


O APANHADOR DE CAFÉ

 

Que o calor

esteja em nós

e não nas cobertas.

Mas não

ao ponto de febril.

 

A colheita

que começa em abril

anuncia o frio.

 

Que se lance mão

de luvas,

para o tempo e o trabalho.

A causa da coriza

e o deslizar da derriça

que racham o calo.

 

De dia,

uma bebida

—esta da labuta—

que vai esfriando

à medida

que o dia esquenta,

mantendo-nos

de pé.

Sobram-nos frutos sorvados,

bebidos aos goles.

Vão-se os frutos seletos,

apreciados aos sorvos.

 

De noite,

fermentadas uvas,

que aumentam nossa fé

no cobertor fino.

 

Que a gelada madrugada

não nos entregue

aos corvos.

 

Às quatro

tem que fazer almoço.

 

 

 

 

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Andalaquim
Enviado por Andalaquim em 20/07/2023
Alterado em 20/07/2023
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